55. Antígua e Barbuda, Jamaica Kincaid, Annie John, abril de 2024
Este livro chegou há pouco às bancas e li-o numa viagem de avião. Cerca de 120 páginas que nos contam a história autobiográfica da personagem que dá título ao texto. De rápida e fácil leitura, seguimos a vida de Annie, filha única muito amada e que muito ama os pais, especialmente a mãe. No entanto, com a adolescência vem a mudança de afetos, o que a transforma. Também a escola, as brincadeiras e diabruras mudam, com as dificuldades do crescimento.
Transmite alguma informação sobre viver nestas ilhas e sobre alguns aspetos pós-coloniais de Antígua. Fala sobre vivências femininas, numa casa em que a mãe é claramente o elemento chave; fala de como esta fugiu de casa dos pais e de como foi a sua vida familiar antes de Annie nascer. Fala de mulheres que executam práticas ancestrais ligadas ao espiritismo tradicional, mas também da religião dos colonizadores.
É um livro sobre aprendizagem e crescimento, como tantos que já li. Gostei, mas queria saber mais sobre Annie...
A autora nasceu em 25 de maio de 1949 em Saint John, Antígua e Barbuda. Leciona literatura africana e afro-americana em Harvard, vivendo em Vermont. Tem bastantes obras publicadas, mas apenas mais uma traduzida em português, Lucy.


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