quarta-feira, 14 de julho de 2021

#Leituras do mês - junho de 2021

 Leituras de junho:

Quando estamos em meados de julho e vemos que isto ainda aqui não foi registado, vemos que a importância que dou às listas está subaproveitada... Então, vamos lá:

- Robert Galbraith (AKA J. K. Rowling), Letal White (Cormoran Strike 4), 4*
(gosto deste livros, mas pouco me lembro do anterior quando os leio, o que é um problema; gosto das figuras dos detetives, mas ele não consegue cativar-me por completo, especialmente com as constantes referências à sua deficiência e às suas decisões questionáveis. Já percebemos que é humano, J. K.!);
- Samantha Shannon, Temporada dos ossos, 3*
(ideia interessante, ambiente «giro», mas faltam tantas ancoragens ao real que não se aceita completamente);
- Jenny Colgan, The bookshop on the shore, 4*
(voltamos ao mundo da biblioteca sobre rodas, na Escócia, desta vez com uma mãe solteira e criancinha fofinha, mais um pai sozinho com uma série de filhos mal educados e uma mansão velha com uma biblioteca gigante e mágica.... Percebem a razão de ser desta leitura??) ;
- Elif Shafak, 10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho (DLM Turquia), 5*
(já escrevi sobre ele aqui, é excelente e mágico e tudo o que um livro deve ser. Os «10 minutos» até poderiam ser «cinco horas» e eu lia. Muito bom!);
- Taylor Jenkins Reid, Os sete maridos de Evelyn Hugo, 4*
(gostei, mas a cada casamento havia algo a escapar-me. A demasiada publicidade é mesmo isso: demasiada...);
- Mary Hoffman, A cidade das máscaras e A cidade das estrelas, 4* cada (Série Stravaganza 1 e 2) (viagens no tempo e no espaço, de Inglaterra para uma Itália da Renascença, com jovens e adultos em ambientes históricos e mágicos. Já usei esta palavra aqui muitas vezes, mas aqui é mesmo aplicável. Viajar através destes livros foi bom. Onde poderei encontrar os restantes?);
- Britt Bennett, A outra metade, 4*
(outro cuja publicidade é em excesso. Sim, é bom, é interessante, bem escrito e levanta questões importantes. Remete para uma realidade americana, o que o deixa um pouco lá ao fundo na questão dos direitos humanos e da tolerância. O fim é precipitado e ficam questões por esclarecer);
- C. Pam Zhang, Montanhas douradas, 4*
(aqui está outro que deveria continuar. Universo real, duro, cru, difícil. A imigração chinesa e a realidade de uma primeira e segunda geração de imigrantes que nem sequer sabem a que mundo pertencem. Personagens a que nos apegamos porque são crianças a sobrevier num mundo adulto sem que isso transpareça porque é como se estivéssemos na sua pele com os seus problemas e a perspetiva muda o tom do romance. O tom poético usado ao transmitir realidades tão duras faz dele algo de muito especial. É um primeiro romance e já estou a seguir esta autora no Goodreads e no Insta. Só não lhe dei a outra estrela porque, mais uma vez, a história é aberta...).
9 livros.
Mês de muito trabalho e com menos leituras. A maioria mais leve (como o de Jenny Colgan e os de Mary Hoffman, estes trazidos da biblioteca e que me levaram em viagem para uma Veneza e uma Siena transfiguradas).
O melhor? O de Elif Shafak. Colorido, cru, doce. Para reler.

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