África do Sul, Nadine Gordimer, A história de meu filho
Nadine Gordimer nasceu em Springs, Transvaal, na Africa do Sul em 20 de novembro de 1923 e morreu em 13 de julho de 2014. Foi uma escritora, ativista política e pela causa do HIV. Foi reconhecida como Nobel da Literatura em 1991 como uma mulher que «através da sua escrita épica foi um grande benefício para a humanidade», segundo Alfred Nobel. Na sua obra, apresenta problemáticas sobre as questões raciais, particularmente sobre o apartheid no seu país. Alguns dos seus livros foram proibidos. Fez parte do ANC.
A história que este livro conta é importante, visto tratar da vida de uma família que vive durante o apartheid e sofre a sua desagregação devido a questões associadas. Através de monólogos interiores, ficamos a conhecer o casal Sonny e Aila, cujo relacionamento é estreito e baseado em respeito e admiração mútuos. Têm 2 filhos, Baby e Will. Soony era professor, mas foi afastado por ter participado em protestos em prol da comunidade. Envolve-se mais nos protestos contra o apartheid e é preso. Ficamos a saber os efeitos sobre a família. Depois de sair da prisão, tenta manter-se a par da sua família e retomar a sua vida. No entanto, um dia, é visto pelo filho num cinema com a sua amante branca, Hannah, uma das ativistas da causa, que o visitou na prisão e se lhe tornou imprescindível na partilha de pensamentos sobre a sua luta. Will põe tudo o que conhece em causa por causa desse encontro. Analisa a repugnância que aquela mulher branca lhe causa e que se justifica pela sua cor, mas também por ter destruído o seu mundo, apesar de o pai e a mãe se comportarem da mesma forma. Baby acaba por aderir à causa, sai do país e vai continuar a vida na Zâmbia. Sonny não tem direito a passaporte. Aila visita a filha e conhece a neta. Um dia, Aila é presa: encontram armas na garagem. Aqui, é a última prova sofrida por esta família, num ambiente tenso de segregação racial.
Neste livros, a opressão, a injustiça e as regras são transmitidas claramente. No entanto, a leitura foi lenta e penosa devido à grande quantidade de pensamentos políticos e metafísicos que tornava a leitura cansativa. A mancha gráfica muito cerrada também não ajudou a leitura nesta antiga edição da Presença. As ideias são importantes, a construção da narrativa é interessante, mas monótona.
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