terça-feira, 18 de maio de 2021

21 - Síria, Yusra Mardini, Mariposa


Síria, Yusra Mardini, Mariposa

Este foi um dos primeiros livros que comprei de propósito para o projeto Ler mulheres à volta do mundo. Não sabia grande coisa sobre a Síria e tinha lido uma crítica interessante sobre este livro.

Foi uma  leitura fácil e rápida de não ficção. Yusra Mardini conta como era a sua vida na Síria antes de ter de deixar o seu país para evitar os bombardeamentos e o sentimento de insegurança que impedia qualquer ideia de futuro ou esperança. Yusra era uma jovem normal, que vivia uma vida semelhante à de qualquer jovem em qualquer parte do mundo. Saia com amigos, ia a festas, praticava desporto. Aliás, toda a família o fazia: o pai era treinador de natação e ela e a irmã mais velha Sara eram nadadoras. Nem todos compreendiam o esforço e trabalho necessários e ela própria quase desistiu. No entanto, foi o que a salvou durante a fuga para a Europa. Após muitos dos seus parentes e amigos terem saído do país, Ysra e a irã mais velha decidem também fazê-lo na companhia de um primo. Vão de avião para a Turquia e aí têm de apanhar um barco para a Grécia. É aí que sucede o episódio que havia de a tornar conhecida e que ela desvaloriza. Depois de muito esperarem por um barco, ele fica rapidamente superlotado. A meio do trajeto, a sua irmã resolve sair e nadar e ela acompanha-a, de forma a contribuir para  sua estabilidade e evitar que se afunde. Rapidamente outros dos refugiados fizeram o mesmo. No entanto, tendo ela 17 anos, esse seu ato fica registado. Ela apenas diz «sou uma nadadora. Havia de deixar a minha irmã sozinha?». O percurso dos ocupantes desse bote segue pela Grécia até Berlim. Depois, conhecemos o resto da história até ao seu trabalho com refugiados e como integrante da equipa olímpica de refugiados. 

Para além do relato da fuga para a Europa, com todos os momentos dramáticos incluídos, há um espírito de superação e resiliência que deveria ser o de todos, aliados à tolerância e à visão positiva da vida. «Rir é melhor do que chorar». Uma  leitura que contribui para acreditarmos nas possibilidades do ser humano.

Em relação à Síria, li sobre o país, sobre tudo o que lá acontece e sobre a história do país. Depois, li, por acaso, O mapa de sal e estrelas, de Zeyn Joukhadar (texto em breve), que alia uma história de refugiados a uma história de viagens durante a Idade Média que nos traz um fantástico toque das Mil e uma Noites. No entanto, nuca conseguirei compreender todas as guerras existentes neste Médio Oriente que tanto me fascina. 


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