Brasil, Martha Batalha, A vida invisível de Eurídice Gusmão. Lido em março de 2021
uida, a irmã que fugiu de casa, e também de uma imensa lista de mulheres que a rodeiam e que representam algum tipo de mulher na sociedade. Inicia-se nos anos 40, quando era suposto as mulheres casarem e tratarem da casa e dos filhos, estando o trabalho reservado às mais pobres. Eurídice é inteligente e criativa e definha num lar onde cumpre mecanicamente as tarefas obrigatórias do quotidiano. No entanto, não deixa de tentar ir mais além... Nenhuma das duas irmãs parece feliz com as suas escolhas.
Acompanhamos as aventuras e desventuras de Guida e Eurídice e somos apresentados a imensas personagens fascinantes: Zélia, a vizinha bisbilhoteira, e o seu pai Álvaro, às voltas com o mau-olhado de um poderoso feiticeiro; Filomena, ex-prostituta que cuida de crianças; Luiz, um dos primeiros milionários da República; o solteirão Antônio, dono da papelaria da esquina e apaixonado por Eurídice.
Gostei muito deste livro, mas o fim deixou-me pendurada. Com uma escrita fresca e rápida, não podemos deixar de querer saber mais destas mulheres (os homens são bem menos interessantes) e do que lhes acontece.

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