quinta-feira, 10 de junho de 2021

28. Coreia do Sul, Min Jin Lee, Pachinko

 Coreia do Sul, Min Jin Lee, Pachinko; lido em abril de 2021. 

Min Jin Lee aqui.


História muito fácil de ler e que abrange 4 gerações de coreanos, as duas últimas a viver no Japão. Seguimos especialmente Sonja, que é filha de um homem deficiente, mas trabalhador e bondoso. Muito jovem e ingénua, envolve-se com um homem mais velho e engravida. Ele é casado com uma japonesa, mas quer sustentá-la e à criança, o que ela recusa taxativamente. Acaba por casar com um pastor católico que se interessa por ela e emigram para o Japão. Seguimos a sua vida, a dos seus filhos e do neto. É uma vida cheia de dificuldades, quer para Sonja, quer para o pastor, agredido por ter uma religião diferente e cujas boas intenções nem sempre são bem compreendidas. Mais tarde, também a mãe da Sonja vem para junto deles, pois na Coreia as coisas complicaram-se. Fiquei a saber mais sobre a divisão das Coreias do pós guerra e sobre a influência do Japão.

Como bolas numa máquina de Pachinko, as personagens sofrem os efeitos da vida, adaptando-se às circunstâncias. A certa altura, a mãe de Sonja diz que a vida das mulheres é apenas sofrimento. Estas mulheres são extremamente resilientes, autónomas e dinâmicas, multiplicando as poucas possibilidades das suas vidas. Vemos os efeitos da guerra, da crise, de serem apenas coreanas no Japão e tratadas sempre como seres menores, mas sem nunca desistirem. 
Algumas personagens são mais definidas do que outras e algumas das suas motivações mais claras também. No final, ficamos com vontade de saber mais do que vai acontecer àquelas pessoas.
Agora queria ler sobre quem tivesse ficado na Coreia... 
Finalista do National Book Award, tem edições e traduções em inúmeros países, com capas que considero belíssimas.


   


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