sábado, 13 de janeiro de 2024

54. Suiça, Annemarie Schwarzenbach, Ver uma mulher

54. Suiça. Annemarie Schwarzenbach, Ver uma mulher - lido em junho de 2023

Nasceu perto de Zurique em 23 de maio de 1908 e morreu em 15 de novembro 15 de 1942 em Segl, também na Suíça.  Filha de uma família abastada, foi jornalista e escritora, estudou em Zurique e na Sorbonne, tendo viajado pelo mundo. Desde cedo optou por se vestir e agir como rapaz, comportamento que não foi desencorajado pela família e que adotou para a vida. Durante a sua vida, teve relacionamentos variados com mulheres, destacando-se a sua ligação com a família Mann e um casamento de conveniência com um diplomata francês. Tornou-se toxicodependente numa tentativa de lutar con
tra o isolamento e a depressão. Documentou a ascensão dos fascismos na Europa. Morreu de uma lesão causada por uma queda de bicicleta. A sua mãe destruiu os seus diários e as suas cartas, privando-nos de mais informações sobre a sua vida. Destacam-se as suas viagens pelo designado Médio Oriente e livros como Morte na Pérsia (Tinta da China) e Todos os caminhos estão abertos (Relógio d'Água) como os mais conhecidos. 

Esta autora era uma das assinaladas para a Suíça, país de onde é difícil encontrar autoras  por cá, e encontrei esta publicação na Feira do Livro de Lisboa de 2023; não hesitei e trouxe-o, até porque era baratinha...

Este livrinho pequenino conta, de forma autobiográfica, a maneira como AS se apaixonou por uma mulher que viu no Grand Palace Hotel. Entre os olhares e a busca, vemos a intensidade do sentimento que se quer concretizar. Como pano de fundo, o ambiente de luxo que a autora conhecia por ser de uma família aristocrata e os elementos que percorrem este espaço, hotel virado para os luxuosos desportos de inverno. Achei interessante, mas nada de especial, pois são apenas fragmentos de uma história. A edição da Relógio D'Água é muito bonita! É uma história de rutura com a sociedade e muito à frente do seu tempo. 


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